Segunda um comunicado do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente do Conselho de Segurança desse regime, Jacob Nagel, vai começar no próximo domingo, nos EUA participar de uma reunião com as autoridades norte-americanas com o proposito de assinar "um novo memorando de entendimento militar.”.
“Israel atribui uma grande importância à previsibilidade e segurança da ajuda militar que recebe dos Estados Unidos,” diz o comunicado.
Segundo o relatório publicado no mesmo dia pelo jornal Haaretz, citando autoridades israelenses e norte-americanas, o regime de Tel Aviv está negociado um pacto de ajuda na área da defesa por um período de 10 anos para substituir o atual, que expira em 2018.
O jornal acrescenta também que parte desta ajuda será dedicada a financiar o programa de mísseis de Israel.
Durante o mandato do ex-presidente dos EUA, o George W. Bush, Washington e Tel Aviv tinham assinado um memorando de entendimento que tem validade até 2018, pelo qual o lado israelense recebe ajuda militar por um valor estimado de 3,1 bilhões de dólares anuais, no total de cerca de 30 bilhões de dólares.
Os israelenses estão agora pedindo auxílio no valor de pelo menos 3,7 bilhões de dólares no novo acordo, que incluiu, pela primeira vez o seu programa de mísseis.
No entanto, a administração de Barack Obama, que tem mantido tensas relações com Netanyahu, olhando no novo acordo maiores lucros para as empresas dos EUA na indústria militar.
De ato, insiste em que os fundos que Israel gastava em sua própria indústria militar, sejam gastos para comprar de fabricação norte-americana.
A solicitação recorda que os diálogos sobre o aumento do orçamento militar de Israel, se começaram após a conclusão das negociações nucleares entre Irã e Grupo 5 + 1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, mais a Alemanha), em 14 de Julho de 2015.
A este respeito, o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Susan Rice disse no ano passado que o seu país iria fornecer armas e tecnologia avançada ao regime de Tel Aviv para "recompensar" o acordo nuclear.
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